UKIYO

by UKIYO BEAT TAPES

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01:47

about

Ukiyo-e, or pictures of the floating world, is the name given to a style of woodblock prints produced in Japan which flourished between the 18th and 19th centuries.

There is a series of similarities between woodblock prints and musical media of artisanal production. The artist’s work undergoes a process that involves specialists of the medium and thus becomes accessible to a greater number of aficionados. By not having an original, only copies, more importance is placed on the access to a work itself than on the worth of a unique collectors piece.

In the case of music, its ethereal nature engenders the need for a physical format. An object that represents, reproduces and carries with it a graphic art, tied to the music in a subjective manner. One of these mediums, the cassette tape, is present in different ways in the musical history that inspires our catalogue. In the 1990s, it was the main medium used for the home recording of beats, created on samplers or other equipment. However, for an entire generation, it was also, for a certain time, the easiest way to copy and share songs or extracts of them. Cassettes are bound as much to the appropriation of another’s music as to the recording of one’s own homemade creations.

Of all the current media, we believe that cassettes are the ones which most favor the listening of a project as a whole and not merely isolated tracks. Moreover, there is no point in discussing sound quality when it comes to cassettes: its sound signature is desired and considered part of the music.

We believe that there is something special about artists who privilege in their own art creations that they themselves like, giving greater importance to this honesty than to industry pressures of the market or demonstrations of virtuosity. It is with this mindset that we curate our catalog: with an emphasis on circular and contemplative compositions and sound collages, we release music that we like listening to. In this way, we aspire to reach in greater depth people who think and listen to music in a similar way as we do.

Our objective is to create a solid catalogue, making it as accessible as possible, and having its physical form in cassette tapes which will always include exclusive material.

Living only for the moment, turning our full attention to the pleasures of the moon, the snow, the cherry blossoms and the maples, singing songs, drinking wine and diverting ourselves by just floating, floating; caring not a whit for the poverty staring us in the face, refusing to be disheartened, like a gourd floating along with the river current: this is what we call the floating world.
–Asai Ryōi, “Tales of a Floating World” (1661)

Tiago Frúgoli
Translation by Cheryl Leung

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Ukiyo-e (浮世絵), ou “imagens do mundo flutuante”, é o nome dado a um gênero de gravuras, produzidas no Japão, que tem seu auge entre os séculos XVIII e XIX.

Há uma série de semelhanças entre uma gravura e uma mídia musical de produção artesanal. A obra de um artista passa por um processo que envolve especialistas dos suportes e, então, torna-se acessível a um maior número de apreciadores. Não havendo um original, apenas cópias, coloca-se mais importância no acesso à obra do que no valor de colecionador de uma única peça.

No caso da música, sua natureza etérea cria a necessidade de um suporte físico. Um objeto que a represente, reproduza e que carregue consigo uma arte gráfica, ligada ao som de maneira subjetiva.
Um desses suportes, a fita cassete, está presente de diferentes maneiras na história musical que inspira nosso catálogo. Nos anos 90, era a principal mídia usada para o registro caseiro de beats, criados em samplers e outros equipamentos. Porém, para toda uma geração, foi também, em uma época, a maneira mais fácil de copiar e compartilhar músicas ou trechos delas. A K7 está ligada tanto à apropriação da música alheia quanto ao registro de criações próprias, feitas em casa.

De todas as mídias atuais, acreditamos que a K7 é a que mais favorece a escuta de um projeto como um todo, e não como faixas isoladas. Além disso, é uma mídia analógica com custo acessível, em relação à qual não cabe a discussão de qualidade sonora: sua assinatura sonora é desejada e parte do resultado final musical.
Acreditamos que há algo de especial em artistas que priorizam em sua arte a criação daquilo que gostam, dando maior importância a essa sinceridade do que a pressões de mercado ou demonstrações de virtuosismo. É com essa mentalidade que fazemos nossa curadoria: com foco em composições e colagens sonoras circulares e contemplativas, lançamos músicas que gostamos de ouvir. Dessa maneira, acreditamos que chegaremos com mais profundidade em pessoas que pensam e ouvem a música de forma parecida com a nossa.

Nosso objetivo é criar um catálogo sólido, tornando-o o mais acessível possível, tendo seu formato físico em fitas cassete, que incluirão sempre material adicional exclusivo.


“Vivendo apenas para o momento, levando nossa completa atenção para os prazeres da lua, da neve, das flores de cerejeira e das folhas de bordo, cantando, bebendo vinho, nos desviando no flutuar, flutuar, não se importando o mínimo com a miséria que nos encara, recusando a desmotivação, como uma cabaça boiando ao longo da corrente de um rio: a isso chamamos o mundo flutuante.”
- Asai Ryōi, “Contos do Mundo Flutuante” (1661)

Tiago Frúgoli

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released February 1, 2016

by Tiago Frúgoli

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Ukiyo Beat Tapes São Paulo, Brazil

Música circular.
Batidas em fita.

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Track Name: UKIYO
Ukiyo-e (浮世絵), ou “imagens do mundo flutuante”, é o nome dado a um gênero de gravuras, produzidas no Japão, que tem seu auge entre os séculos XVIII e XIX.

Há uma série de semelhanças entre uma gravura e uma mídia musical de produção artesanal. A obra de um artista passa por um processo que envolve especialistas dos suportes e, então, torna-se acessível a um maior número de apreciadores. Não havendo um original, apenas cópias, coloca-se mais importância no acesso à obra do que no valor de colecionador de uma única peça.

No caso da música, sua natureza etérea cria a necessidade de um suporte físico. Um objeto que a represente, reproduza e que carregue consigo uma arte gráfica, ligada ao som de maneira subjetiva.
Um desses suportes, a fita cassete, está presente de diferentes maneiras na história musical que inspira nosso catálogo. Nos anos 90, era a principal mídia usada para o registro caseiro de beats, criados em samplers e outros equipamentos. Porém, para toda uma geração, foi também, em uma época, a maneira mais fácil de copiar e compartilhar músicas ou trechos delas. A K7 está ligada tanto à apropriação da música alheia quanto ao registro de criações próprias, feitas em casa.

De todas as mídias atuais, acreditamos que a K7 é a que mais favorece a escuta de um projeto como um todo, e não como faixas isoladas. Além disso, é uma mídia analógica com custo acessível, em relação à qual não cabe a discussão de qualidade sonora: sua assinatura sonora é desejada e parte do resultado final musical.
Acreditamos que há algo de especial em artistas que priorizam em sua arte a criação daquilo que gostam, dando maior importância a essa sinceridade do que a pressões de mercado ou demonstrações de virtuosismo. É com essa mentalidade que fazemos nossa curadoria: com foco em composições e colagens sonoras circulares e contemplativas, lançamos músicas que gostamos de ouvir. Dessa maneira, acreditamos que chegaremos com mais profundidade em pessoas que pensam e ouvem a música de forma parecida com a nossa.

Nosso objetivo é criar um catálogo sólido, tornando-o o mais acessível possível, tendo seu formato físico em fitas cassete, que incluirão sempre material adicional exclusivo.


“Vivendo apenas para o momento, levando nossa completa atenção para os prazeres da lua, da neve, das flores de cerejeira e das folhas de bordo, cantando, bebendo vinho, nos desviando no flutuar, flutuar, não se importando o mínimo com a miséria que nos encara, recusando a desmotivação, como uma cabaça boiando ao longo da corrente de um rio: a isso chamamos o mundo flutuante.”
- Asai Ryōi, “Contos do Mundo Flutuante” (1661)

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Ukiyo-e, or pictures of the floating world, is the name given to a style of woodblock prints produced in Japan which flourished between the 18th and 19th centuries.

There is a series of similarities between woodblock prints and musical media of artisanal production. The artist’s work undergoes a process that involves specialists of the medium and thus becomes accessible to a greater number of aficionados. By not having an original, only copies, more importance is placed on the access to a work itself than on the worth of a unique collectors piece.

In the case of music, its ethereal nature engenders the need for a physical format. An object that represents, reproduces and carries with it a graphic art, tied to the music in a subjective manner. One of these mediums, the cassette tape, is present in different ways in the musical history that inspires our catalogue. In the 1990s, it was the main medium used for the home recording of beats, created on samplers or other equipment. However, for an entire generation, it was also, for a certain time, the easiest way to copy and share songs or extracts of them. Cassettes are bound as much to the appropriation of another’s music as to the recording of one’s own homemade creations.

Of all the current media, we believe that cassettes are the ones which most favor the listening of a project as a whole and not merely isolated tracks. Moreover, there is no point in discussing sound quality when it comes to cassettes: its sound signature is desired and considered part of the music.

We believe that there is something special about artists who privilege in their own art creations that they themselves like, giving greater importance to this honesty than to the industry pressures of the market or demonstrations of virtuosity. It is with this mindset that we curate our catalog: with an emphasis on circular and contemplative compositions and sound collages, we release music that we like listening to. In this way, we aspire to reach in greater depth people who think and listen to music in a similar way as we do.

Our objective is to create a solid catalogue, making it as accessible as possible, and having its physical form in cassette tapes which will always include exclusive material.

Living only for the moment, turning our full attention to the pleasures of the moon, the snow, the cherry blossoms and the maples, singing songs, drinking wine and diverting ourselves by just floating, floating; caring not a whit for the poverty staring us in the face, refusing to be disheartened, like a gourd floating along with the river current: this is what we call the floating world.
–Asai Ryōi, “Tales of a Floating World” (1661)

Translation by Cheryl Leung